Super Esportes DF: Brasília Vôlei apresenta time e estabelece meta: evitar rebaixamento

Em agosto 10, 2017, em Brasília Vôlei na Mídia,
No primeiro treino da temporada do Brasília Vôlei liberado à imprensa, na tarde desta quarta-feira (9/8), a última despedida: pela manhã, a ponteira Amanda se antecipou às lentes da mídia para visitar a ex-equipe — agora, jogará pelo Praia Clube. Esposa do preparador físico do time, Tagor Barcellos, a ponteira, que se sagrou campeã do Grand Prix com a Seleção Brasileira, no último domingo, foi convocada por José Roberto Guimarães neste ano, após dois anos na capital federal. Ela deixa, na capital, um time todo renovado. E com pretensões bem mais modestas para 2017/2018: se manter na elite do vôlei brasileiro.
Com um elenco bem mais jovem, a meta implica em não repetir a trajetória do Sesi-SP na Superliga passada. Acostumado a integrar as quatro equipes de maior verba da modalidade nacional, o time paulista diminuiu drasticamente os investimentos no naipe feminino. De um elenco composto pelas bicampeãs olímpicas Jaqueline e Fabiana, o Sesi passou a apostar em jovens talentos — a idade média caiu de 27,4 anos para 21. Assim, amargou a penúltima posição em 2016/2017, à frente apenas de Valinhos. O time teve que brigar pela vaga na elite em um torneio de repescagem, a Taça Ouro, no qual se tornou campeão, com um grupo reformulado e mais experiente.
No quarto ano de existência, o Brasília Vôlei venceu pela primeira vez um jogo dos play-offs, sobre o potente Praia Clube, nas quartas de final, terminando a Superliga 2016/2017 na sexta colocação. Daquele elenco em que a média de idade era de 27,6 anos, apenas quatro jogadoras permaneceram. Com a chegada de oito reforços e a incorporação de cinco atletas da base, a média de idade do grupo caiu para 23,3 anos.
No elenco do Sesi na temporada passada, a jogadora mais velha tinha 25 anos. No Brasília Vôlei, Mari Helen tem 33. “O Sesi montou uma equipe só de jogadoras da base e não se deu bem. Tomamos o cuidado de não montar um time inteiramente jovem. É necessário uma jogadora com mais experiência para acalmar nos momentos difíceis”, pondera Sérgio Negrão, gerente do Brasília Vôlei — e novamente técnico da equipe, cargo que exerceu por duas temporadas, de 2013 a 2015.
Para não repetir os erros do Sesi-SP, Sérgio Negrão aposta em três atletas, as únicas nascidas na década de 1980. Além da renovação de Mari Helen, o time contará com a chegada da ponteira Priscila, 29 anos, e da central Aline, 31. “Fiquei muito feliz de permanecer no time e, realmente foi uma mudança radical. Porém, as meninas que chegam vêm com a expectativa alta. E tem o sangue novo das mais novas, que querem aparecer no cenário. Isso acaba motivando todo o time”, pondera Mari Helen.

A mais jovem

“Tem uma menina de 17 anos. Falei: ‘Meu Deus, quando você nasceu, eu estava começando no vôlei’”, comenta a central Aline, que jogou pelo Rio do Sul no último ano. A jogadora a que ela se refere é a levantadora Vivan Lima, brasiliense que completará 18 anos em outubro. Segundo Sérgio Negrão, tem chances de se firmar como titular. Vinda da base, Vivian entrou em poucos jogos da Superliga 2016/2017, mas treinou com a equipe adulta. Assim, teve como professora a levantadora Macris, melhor na posição pela quarta edição consecutiva do torneio.
Após dois anos no DF, Macris saiu do Brasília Vôlei para atuar no Minas na próxima temporada. “Ela foi uma mãezona para mim, sempre tentou me ajudar e captei o máximo de informação possível com ela”, orgulha-se a jovem levantadora. O aprendizado fez efeito: Vivian passou dois meses em treinamento com a base da Seleção Brasileira neste ano.

O trabalho com jovens atletas do Brasília Vôlei, por sinal, é um dos orgulhos de Sérgio Negrão. Segundo o gestor do time, o projeto conta atualmente com 100 meninas e 60 meninos. “É o momento mais tenso financeiramente, mas, por outro lado, nunca tivemos tantos atletas quanto agora”, aponta. O atual técnico da equipe ressalta o fato de o elenco adulto contar com tantas jogadoras vindas da base: sete entre 16. Ainda assim, o time adulto feminino é a grande vitrine do projeto. Por isso, se manter na elite é um dos principais objetivos desta temporada.

De cara nova para a temporada 2017/2018

Renovações 

Mari Helen
ponteira
33 anos
Vivian Lima
levantadora
17 anos
Letícia Bonardi 
oposta
22 anos
Beatriz Martins
levantadora
22 anos

Reforços: 

Juju Perdigão 
líbero (ex-Fluminense)
26 anos
Priscila Souza
ponteira (ex-Valinhos)
29 anos
Malú Oliveira 
oposta (ex-Praia Clube)
24 anos
Aline da Silva
central (ex-Rio do Sul)
31 anos
Fernanda Angélica 
central (ex-Osasco)
21 anos
Carol Godoi 
central (ex-São Caetano)
23 anos
Isabela Paquiardi  
ponteira (ex-Sesi)
25 anos
Thaynã Moraes
levantadora (ex-Brusque)
24 anos

Quem chega da base:

Eduarda Santana 
líbero
18 anos
Gabrielle Vitoria Lima 
ponteira
19 anos
Natália Gonçalves 
ponteira
20 anos
Leticia Oliveira 
ponteira
19 anos
Wesliane Caldas 
central
23 anos

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